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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

As 15 imagens mais super-duper de 2010

É fim de ano, todo mundo fazendo listas dos melhores e mais badalados discos, filmes, músicas e TUDO de 2010.

Então apresentamos pra vocês as 15 fotos mais chocantes, impressionantes, legais e qualquer outro adjetivo do tipo, deste ano!
A seleção foi difícil, porque teve Copa do Mundo, terremotos, vazamento de óleo, manifestos, protestos, deslizamentos, enchentes, nevascas, eleições... ou seja: movimentado, né?!

Então chega de falar que o negócio aqui é ver: as 15 imagens mais super-duper de 2010, na opinião do Snap! Upbeat.

Paquistaneses lutando para pegar suprimentos do helicóptero após enchente (Agosto)

Hot Air Balloon Week, na Suíça (Janeiro)

Confronto entre palestinos e israelenses durante um protesto (Março)

Acidente de trem na Bélgica (Fevereiro)

Acidente durante uma tourada em Málaga, na Espanha (Agosto)

Inundação no rio Ghaghar, na Índia (Setembro)

Inglaterra x Alemanha na Copa do Mundo (Junho)

Jogador de rúgbi da Inglaterra se machuca durante jogo na Austrália (Junho)

Confronto entre policiais e civis na Argentina (Junho)

Deslizamento de terra resulta em cratera gigante na Cidade da Guatemala (Maio)

Ena Zizi, 70 anos, sobreviveu após 1 semana soterrada nos escombros do terremoto no Haiti (Janeiro)

Migração de caranguejos na Ilha Christmas, na Austrália (Janeiro)

Pelicano coberto de óleo após o vazamento na plataforma da BP (Abril-Junho)

Em protesto, inglês fica nu no Dia do Trabalho, em Londres (Maio)

Policial usa spray de pimenta em militante durante protesto contra o aumento da tarifa do ônibus em São Paulo (Janeiro)


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O desarranjo da realidade em "Playground Disorder"

Marina Gadonneix nasceu em Paris, em 1977. Ela estudou fotografia na École Nationale Supérieure de la Photographie, em Arles.

A fotógrafa está com uma exibição do seu trabalho atual, entitulado de Playground Disorder. Ao que me consta, é uma combinação de dois "sub-projetos" (grosseiramente falando), chamados The house that burns everyday e Crime scenes, que são uma espécie de documentação de uma realidade quase teatral.

plane, 2009

Esta série mostra cômodos, como uma cozinha, uma sala e outros, em situações um tanto quanto inusitadas; há sempre uma sensação de abandono, desprezo, caos, sujeira, que as fotos de Gadonneix conseguem realçar com maestria. Com isso, ela consegue imagens muito bem definidas, que não são nem reais nem montadas. Nós não conseguimos imaginar uma pessoa vivendo ali; vemos apenas proporções pensadas, ligadas a altura, profundidade e design. Conseguimos prestar atenção em pequenos detalhes e, ao mesmo tempo, tentamos criar uma história que tenha se passado naquele lugar.

kitchen #2, 2010


fire #2, 2009
Talvez o significado por trás desse absurdo meio radical venha a ser uma espécie de tradução das nossas bases sociais. Achamos quase impossível que esses sejam cenários reais, que uma pessoa possa ter vivido ou passado por ali, mas não descartamos a possibilidade.
Essa realidade meio crua da nossa civilização nos dá a idéia de que esses cenários possam abrigar histórias; a sujeira e o caos são parte dessa realidade tanto quanto as catástrofes que esses lugares servem para abrigar.

sofa #1, 2010
Site da galeria que exibe este trabalho: http://www.ks-contemporary.com/
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Snap Friday #3

Se você ainda não conhece a Snap Friday, clica aí pra ler a edição #1 e a edição #2.

O lindo de hoje é o Christian Schcolnik. Conheci o trabalho dele através do Flickr e ele não cansa de me surpreender. Eu, particularmente, adoro fotos com uma geometria bem definida, e pra isso o Chris é o cara certo. As fotos dele têm uma composição harmoniosa, "bressoniana" (sim, estou me referindo ao mestre Henri Cartier-Bresson), com um cuidado quase milimétrico. Mesmo com todo esse cuidado, as fotos estão longe de parecerem montadas, posadas ou dirigidas. Por mais que se mostrem arquitetadas mentalmente, continuam instantâneas na essência, capturando momentos únicos.

 Christian Schcolnik

"Confused thoughts"
É válido acessar a galeria dele: http://www.flickr.com/photos/christianschcolnik/
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A mágica de David LaChapelle


Se você não conhece o badaladíssimo David LaChapelle, pode começar a me agradecer. O cara é bom. Ou melhor: o cara é MUITO bom.

Ele é o autor da famosa foto de um "falso" Kurt Cobain fazendo alusão a Jesus Cristo no colo de Courtney Love. Reconheceu?


Ele começou como fotógrafo, e desde então já fotografou artistas como Madonna, Eminem, Lance Armstrong, Pamela Anderson, Lil' Kim, Uma Thurman, Elizabeth Taylor, David Beckham, Paris Hilton, Leonardo DiCaprio, Hillary Clinton, Muhammad Ali, Britney Spears, Ben Affleck, Angelina Jolie, Lady Gaga, Björk, Benicio Del Toro... UFA! E não pára por ai...


Dentre essas fotografias, muitas foram capas de revistas importantes e ele também clicou vários dos principais editoriais de moda do mundo.


Já conhecido como uma das maiores personalidades da fotografia contemporânea, LaChapelle começou então a expandir seu trabalho para a direção de clipes musicais. Esteve à frente de vídeos de Christina Aguilera, Moby, Jennifer Lopez, Britney Spears, The Vines e No Doubt.

Biografias à parte, resolvi falar dele nesse post porque hoje (17/12) estreia sua exposição na Galería Leyendecker, em Santa Cruz de Tenerife (Espanha) e ele vai estar presente na abertura.
A exposição inclui, dentre outras, as imagens a seguir. Pura ryqueza! 

Birth of Venus
Kanye West: Passion of the Christ
Archangel Michael: And No Message Could Have Been Any Clearer
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Os bêbados e dorminhocos de Pawel Jaszczuk

Outro dia, numa das minhas "leituras fotográficas", descobri um catálogo de uma exibição muito engraçada.
Se trata do projeto "Stay Still", "Sleeping Train" & "High Fashion", do fotógrafo polonês (que hoje vive em Tóquio) Pawel Jaszczuk.
 
Nesta série, vemos fotos de jovens japoneses, homens e mulheres de negócio, alguns bem vestidos, outros com a roupa um pouco suja, em posturas um tanto quanto graciosas... dormindo.


Achei engraçado por alguns motivos específicos. Bom, primeiramente, tirar fotos de pessoas dormindo já é praticamente uma piada pronta, quase ninguém no mundo dorme igual os modelos de comercial de colchão. É boca aberta pra cá, perna em posição estranha pra lá, baba escorrendo de um lado... tá, parei.

Fora isso, tem uma curiosidade sobre essa série de Jaszczuk: muitos dos fotografados estavam bêbados. Ou melhor: quase-sem-dignidade-bêbados.


No meu olhar ocidental, a princípio, confesso que achei que eram fotos posadas. Nunca imaginei que um japonês que vive no Japão, com todo o mito e as verdades que envolvem sua cultura rígida, pudesse ser visto numa situação assim. Depois que me toquei que não eram atores, bailarinos ou afins, juro... chegou a ser libertador.

Com esse ensaio, o fotógrafo conseguiu transformá-los em indivíduos. No nosso imaginário, aquele momento único se petrifica, e aquela pessoa não mais se tornará mais uma no meio de tantos.
Num país onde são cometidos 30.000 suicídios por ano, esse projeto é mais que digno de uma exposição. Ele é um alívio cômico em meio a tanta solidão e seriedade.



Quer ver o catálogo completo? Clica aqui.
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sábado, 11 de dezembro de 2010

O diário visual de Mark Morrisroe

Se existiu algum fotógrafo cuja trajetória de vida seria digna de um roteiro cinematográfico, este fotógrafo é Mark Morrisroe.


Ele nasceu em 1959, em Boston, e morreu em 1989 aos 30 anos de idade, com AIDS.

Sua mãe era uma prostituta viciada em drogas, e ele saiu de casa aos 13 anos. A partir disso, Morrisroe sobrevivia através de atividades ilícitas. Certa vez, um de seus "clientes", insatisfeito, atirou em Mark e ele então carregou uma bala em seu peito para o resto da vida.

Apesar de ter ganhado um lugar na escola do Museum of Fine Arts em Boston, ele era um rapaz problemático. Seu estilo de vida envolvia drogas, cross-dressing e exibicionismo. Justamente por isso, muitas de suas fotografias são auto-retratos e formavam uma espécie de diário visual de sua vida. Ele fotografava a si mesmo, os amigos e amantes em tons escuros, com pouca saturação, às vezes misturando stills de Super 8 e polaroids em preto e branco.



Seu trabalho tem um quê de decadência, e o assunto fotografado era sempre parte de sua vida.
Tecnicamente, pode ser considerado um fotógrafo experimental, devido à qualidade e ao estilo das impressões (muitas com títulos e comentários rabiscados nas bordas das imagens).


Blow Both of Us, Gail Thacker and Me, Summer 1978

Morrisroe usava uma 195 Polaroid Land e o filme era doado pela própria Polaroid.

Numa de suas séries de retratos, tirada ao longo de 12 anos, são nítidas as transformações de seu corpo: de uma beleza jovial a praticamente um esqueleto ambulante, ele exibia na sua nudez o resultado das doenças causadas pelo vírus HIV. Essas fotografias são pungentes, fortes, profundas; tomadas de uma visível auto-consciência.

Sua paixão pela fotografia era tão grande que, já no final de sua vida, ele montou um laboratório improvisado para revelação dos filmes dentro do banheiro do hospital, onde passava a maior parte do tempo.

Quando Morrisroe morreu, 2.000 polaroids foram encontradas, junto com filmes de Super 8.

Self-Portrait (to Brent)

Obras de Mark Morrisroe no Fotomuseum Winterthur: http://www.fotomuseum.ch/
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Snap Friday #2

Pra quem ainda não sabe o que é a Snap Friday, vamos lá: toda sexta-feira vamos ceder um espaço para um fotógrafo ou fotógrafa pouco ou nada conhecidos. É uma forma do Snap! Upbeat reconhecer e valorizar talentos "escondidos" no Flickr, nos blogs ou em qualquer tipo de galeria online.

E, nessa segunda edição, tenho o enorme prazer de mostrar o trabalho da Madalena Leles. Além de ser um amor de pessoa, super atenciosa e querida, a 'Madá' é absolutamente impecável quando se trata de composição. Como se não bastasse, ainda é super criativa e tem um olho clínico pra escolher as cenas. Vale a pena conferir as fotos in-crí-veis dessa linda:

Madalena Leles

"Paris"
Gostou? Aqui tem mais: http://www.flickr.com/photos/madalenaleles/
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Bem-vindo ao fantástico mundo do HDR

Hoje, muitas pessoas admiram fotografias em HDR, mas não sabem exatamente do que se trata. Bom, HDR por definição é: High Dynamic Range, e consiste num conjunto de técnicas utilizadas no processamento de imagens que permite uma escala maior de luminância entre as áreas mais escuras e mais claras destas imagens.
Traduzindo: essa escala mais ampla e mais dinâmica representa melhor e mais precisamente a escala das cenas reais, em termos de intensidade.

Existem processos diferentes para fazer uma imagem em HDR, mas o resultado (quando bem feito) é basicamente o mesmo: imagens vibrantes, com uma iluminação "dramática" e contraste e saturação bem definidos e bem distribuídos. Ou seja, imagens fantásticas!

Porém, justamente por essa ligeira banalização do HDR e da atribuição incorreta do nome a imagens que passam por processos que NÃO são de High Dynamic Range, algumas fotografias são simplesmente... ruins.

E foi exatamente isso que incomodou James Brandon, que decidiu fazer um post com 19 exemplos do que é realmente um HDR bem executado. E são algumas dessas imagens que eu tenho o prazer de compartilhar com vocês! Bom proveito!

Fonte: Digital Photography School


The Taj Mahal – India, by Trey Ratcliff



A Long Sunset in the Emerald City – Chicago, Illinois, by Justin Kern



After the Storm – Dubai, United Arab Emerits, by Catalin Marin



Split – Boston, Massachusetts, by Scott Wyden



Colorado Balloon Classic – Colorado, by Chris Coleman



The New York City Skyline – New York, New York, by Tim Gibson



Here Comes the Sun – Eleuthera, Bahamas, by Scott Frederick



Para ver o artigo original e as 19 imagens, clique aqui.


Mais sobre HDR? Clique aqui.
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Comprar ou não comprar, eis a... COMPREI, PRONTO!

Eu até acho que uma ou duas pessoas podem me achar uma descontrolada com isso de "comprar", mas juro que não sou. Agora me explica COMO resistir a essa cachaça chamada Lomografia, explica?

Em outro post já comentei sobre lojas online e o quanto elas me transformam num monstro consumidor, mas falar sobre lomo é diferente. Já tenho como hobby esse tipo de fotografia há algum tempo, mas agora o pessoal descobriu também e a indústria fez o favor de enxergar uma verdadeira galinha-dos-ovos-de-ouro nesse nicho de mercado.

Virou tudo brinquedo e brincadeira, e a quantidade de possibilidades num mundo assim é infinita. E foi a isso que me referi quando comparei a lomografia à cachaça: é viciante (e é a droga mais pesada da qual eu chego perto, sorry).

Que se danem os milhões de pixels e resoluções gigantes! Queremos as películas (vencidas, de preferência), o granulado, o borrado, as aberrações cromáticas... o espontâneo!

E é justamente essa empolgação que me faz lembrar o início desse post: as compras. Os produtos são tantos que eu ficaria uma vida escrevendo aqui. Por isso, compartilho com vocês algumas "câmeras de brinquedo" à venda na loja online brasileira do site Lomography. Boa sorte ao tentar resistir!


Fisheye No. 2 Pink Edition
Lomography Spinner 360°
Oktomat
Diana F+ CMYK

(Clique nas legendas para ir para a página do produto)


Outros links interessantes:
Lomo Blog
Lomografia (Wordpress)
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